Anseio em meu âmago por liberdade.
Guerras, soldados, generais e ditadores,
Anciãos, moços e moças, à liberdade.
Quero a liberdade de poder voar, viajar,
De ir e vir, fazer e acontecer, amar e regozijar.
Liberdade, em nossos infinitos interiores ansiamos.
Hoje, labora-se e edifica-se intelectualmente para a liberdade.
A Liberdade... de todos(?!)
Amanhã comercializo em ludibrio do meu semelhante,
Depois, sugando quem de trabalho precisa a cada instante.
Me enclausuro em capacitação a um posto que apenas a mim beneficia.
As razões e os motivos alheios em menosprezo nada me contagia.
Não mereço os louros e méritos de meu esforço?!
"Ah, isso sim", minha consciência diz, com certeza.
Só, que, e depois?
Não mereço os louros e méritos de meu esforço?!
"Ah, isso sim", minha consciência diz, com certeza.
Só, que, e depois?
Tenho fome, o outro também, eu, primeiro, ele, porém,
Liberdade para todos...
Mas, primordialmente para mim.
Autor: Mário Meirelles
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