segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Minifúndio

Terra Mãe, nosso lar.
Vida que insere, que espreita, vida a esperar.
Ações, omissões, remissões.
E, ao receber, não há de reclamar.
Minha, tua, nossa, vossa.
Diminuto pedaço de chão,
Infinitas, porém, as possibilidades,
Solo que cultiva, solo que aduba,
Solo que se perde, que apodrece.
Só tenho a mim mesmo,
Meus pensamentos, meus sentimentos.
O que faço, fiz, farei.
Terra mãe, meu "eu", meu latifúndio,
Meu minifúndio.
Pensamentos, energia que expressa e emana,
Meu próprio "ser" que se levanta...
Nessa terra se colhe somente o que se planta.

Autor Mário Meirelles

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