Terra Mãe, nosso lar.
Vida que insere, que espreita, vida a esperar.
Ações, omissões, remissões.
E, ao receber, não há de reclamar.
Minha, tua, nossa, vossa.
Diminuto pedaço de chão,
Infinitas, porém, as possibilidades,
Solo que cultiva, solo que aduba,
Solo que se perde, que apodrece.
Só tenho a mim mesmo,
Meus pensamentos, meus sentimentos.
O que faço, fiz, farei.
Terra mãe, meu "eu", meu latifúndio,
Meu minifúndio.
Pensamentos, energia que expressa e emana,
Meu próprio "ser" que se levanta...
Nessa terra se colhe somente o que se planta.
Autor Mário Meirelles
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Os Homens e a Liberdade do Egoísmo
Anseio em meu âmago por liberdade.
Guerras, soldados, generais e ditadores,
Anciãos, moços e moças, à liberdade.
Quero a liberdade de poder voar, viajar,
De ir e vir, fazer e acontecer, amar e regozijar.
Liberdade, em nossos infinitos interiores ansiamos.
Hoje, labora-se e edifica-se intelectualmente para a liberdade.
A Liberdade... de todos(?!)
Amanhã comercializo em ludibrio do meu semelhante,
Depois, sugando quem de trabalho precisa a cada instante.
Me enclausuro em capacitação a um posto que apenas a mim beneficia.
As razões e os motivos alheios em menosprezo nada me contagia.
Não mereço os louros e méritos de meu esforço?!
"Ah, isso sim", minha consciência diz, com certeza.
Só, que, e depois?
Não mereço os louros e méritos de meu esforço?!
"Ah, isso sim", minha consciência diz, com certeza.
Só, que, e depois?
Tenho fome, o outro também, eu, primeiro, ele, porém,
Liberdade para todos...
Mas, primordialmente para mim.
Autor: Mário Meirelles
Assinar:
Postagens (Atom)